Autoconsciência, como despertar?

Autoconsciência

Uma grande parte do que somos, sentimos e fazemos é profundamente influenciada pelo nosso inconsciente. Isto acontece sem que de tal tenhamos perceção. Este EU sem autoconsciência, muitas vezes ilustrado como a parte de baixo de um icebergue, condiciona o que vemos, fazemos, pensamos, acreditamos, sentimos, cheiramos, saboreamos… Enfim, condiciona muito do que somos e acreditamos ser.

Parece incrível que o nosso inconsciente tenha tanto poder sobre as nossas vidas. Na era do conhecimento é difícil aceitar que muito daquilo que fazemos não seja controlado pela nossa mente consciente. Mais difícil será ainda aceitar que nem sequer temos autoconsciência relativamente ao que somos e aos motivos que nos impelem a fazer o que fazemos.

 

O início…

Freud foi um dos primeiros a falar-nos de inconsciente, um dos que mais importância lhe atribuiu e, sem dúvida, aquele que mais contribuiu para o significado que damos a esta palavra. No inconsciente estariam guardadas memórias inacessíveis, emoções reprimidas, traumas e recalcamentos do passado. O inconsciente seria como uma floresta densa e impenetrável, altamente cercada, e na qual só entraríamos através dos sonhos.

Sabendo que lá se esconde muito daquilo que nos motiva a ser, fazer e sentir, como podemos então ajudar a despertar a nossa autoconsciência?

 

Esta é, sem dúvida, uma tarefa árdua e de jornada contínua… mas muito gratificante!  As sugestões podem ser muitas e variadas, estas são apenas um contributo. Comecemos por:

 

Aumentar constantemente o nosso grau de conhecimento sobre nós.

  • Aprender, questionar com regularidade o que fazemos e os motivos pelos quais fazemos. Duvidar das certezas que temos, crenças e convicções que alimentamos. Questionar o que recordamos e tudo aquilo que acreditamos sentir. Perguntar-nos por que razão ‘fazemos o que fazemos’ e se poderemos, eventualmente, fazer diferente ou melhor. Ao questionarmo-nos refletimos e descobrimos algumas das verdadeiras intenções que nos movem, doutra forma não acessíveis à mente dotada de autoconsciência.

 

Aprender a contemplar, a ver e a ouvir. 

  • Dar atenção às pessoas, situações, factos com que nos deparamos e tentar perceber simplesmente o que são, sem fazer quaisquer críticas ou juízos de valor. O processo de autoconsciência pressupõe que aprendamos a dissociar-nos do meio e do outro. Quando conseguimos fazer isto significa que aprendemos a distinguir o que é nosso.

 

Mudar com regularidade as nossas rotinas.

  • Isto obriga-nos a pensar sobre o que fazemos. Obriga-nos também a refletir e tornar conscientes processos que até então não o seriam. Devemos experimentar coisas novas com regularidade, novas comidas, percursos diferentes, horas diferentes para fazer as coisas de sempre. Enfim, colocar-nos em situações diferentes  ajuda-nos a que possamos estar sempre a aprender algo novo sobre nós. Todo este processo de aprendizagem não só nos dá autoconsciência do que somos ou fomos, permitindo-nos também expandir o que seremos a partir daí.

 

Pensar sempre que desconhecemos grande parte do que nos motiva.

  • Devemos pensar que não sabemos bem quem somos, somos um ‘projeto em descoberta’, por isso não devemos defender-nos incondicionalmente, como se errar fosse algo impossível de nos acontecer. Devemos ser humildes e perceber que somos apenas humanos como todos os outros que nos rodeiam, com qualidades e defeitos, com verdades e mentiras… realidades das quais estamos a tomar autoconsciência de modo contínuo e empenhado.

 

Considerar que em determinadas ocasiões podemos estar num estado de cegueira emocional.

  • Ter isto em mente é como ter sempre um farol que nos guia e permite ver para além das trevas do individualismo. Se soubermos que podemos errar, que nos podemos enganar a nós próprios, estaremos muito mais atentos a tudo o que fazemos e pensamos.

 

Perceber que a nossa realidade é apenas nossa, que não representa a verdade absoluta. 

  • Todos os dias contactamos com dezenas de realidades, com dezenas de pessoas que acreditam que a sua é a tal. Devemos pensar que a nossa é simplesmente mais uma e que  cada um tem a sua realidade. e então porquê e como

 

Aceitarmo-nos como somos porque só assim podemos melhorar.

  • Perceber que o despertar da nossa autoconsciência só nos ajuda a melhorar a nossa relação connosco e com os outros. É este despertar que nos tira das trevas e nos permite ver a luz. É este aceitar que nos faz crescer e evoluir. Só quando nos conhecemos e nos aceitamos verdadeiramente podemos então mudar. e então porquê e

 

Até que o inconsciente se torne consciente, o subconsciente continuará a dirigir a tua vida e a isso chamar-lhe-às destino.”

Carl Gustav Jung

e então porquê e como

Ana Raquel Veloso
Fundadora da Academia de Fitness Emocional

 

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